Psicologia aliada a Cardiologia!

É sabido que a aderência ao tratamento é ponto de suma importância na melhoria do quadro apresentado pelo paciente. Devido a este fato, iniciou-se um estudo buscando facilitar este período de adaptação dos novos hábitos e dos novos parceiros, os medicamentos com seus horários. Este novo estudo é conhecido por cardiologia comportamental, e busca ajuda na psicologia para ter a sua eficácia. A cardiologia comportamental coloca 10 atitudes que são necessárias para uma melhor aderência ao tratamento: 1. Empoderamento do paciente – ser o condutor das mudanças necessárias, responsável pelo seu tratamento e não um coadjuvante ou observador. 2. Educação em saúde: informação ao paciente é fundamental – compreender por completo o que se passa com a sua saúde e como proceder para auxiliar no processo. 3. Decisões compartilhadas: pacientes devem ser envolvidos nas tomadas de decisão – tendo compreendido seu diagnóstico, o paciente deve se sentir responsável por ele de forma a partilhar das decisões. 4. Simplificação das prescrições: quando o paciente compreende a necessidade do medicamento e a sua importância, é possível transformar o momento em algo agradável e producente. 5. Discutir benefícios e barreiras eventuais para determinado tratamento – pontos fortes e fracos de todos os tratamentos, o que pode ser modificado, transformado e excluído do dia a dia. 6. Definir metas de curto prazo, tangíveis (alcançáveis) – ter objetivos durante seu tratamento. 7. Dar feedback ao paciente, reconhecer o cumprimento de uma meta – motivar o paciente a buscar sempre a sua melhora. 8. Estimular a auto-monitorização – ninguém conhece melhor o paciente do que ele mesmo, portanto, o auto-monitoramento é importante, e é aliado a educação em saúde. 9. Entender o contexto social em que se insere o paciente – como proceder com mudanças no dia a dia do paciente de forma a adquirir novos hábitos e, assim, contribuir para o tratamento. 10. Utilizar ferramentas tecnológicas (mobile health) como aliadas no tratamento. Quando disponível, a tecnologia pode ajudar muito no tratamento do paciente. Adaptado do artigo do Dr. Marcelo Katz PhD – Médico Cardiologista – Coordenador de Pesquisa Cardiovascular do Hospital Albert Einstein Autor convidado de PACEMAKERusers

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Emanuel M. Milanez

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