Infarto Agudo do Miocárdio

A Doença Arterial Coronariana (DAC) é a principal causa de morte e incapacidade nos países desenvolvidos. É responsável por cerca de um terço de todas as mortes de indivíduos com mais de 35 anos de idade.

O Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) ou Síndrome Coronariana Aguda ocorre pela diminuição do fluxo sanguíneo para o músculo do coração com consequente isquemia e necrose, que é a morte do tecido por falta do aporte adequado de nutrientes e oxigênio, necessários para a contração muscular.

A causa habitual desta isquemia é a oclusão de uma artéria coronária, que são as artérias que irrigam o músculo cardíaco. A oclusão se dá em geral pela formação de um coágulo sobre uma área previamente comprometida por uma placa aterosclerótica que resulta em um estreitamento da luz do vaso e desta forma causa uma diminuição importante do fluxo sanguíneo ou mesmo sua interrupção.

Sintomas O sintoma mais importante e típico do IAM é a dor ou desconforto no peito. Muitas vezes referida como aperto, opressão, peso ou queimação, podendo irradiar-se para pescoço, mandíbula, membros superiores e dorso. Frequentemente esses sintomas são acompanhados por náuseas, vômitos, sudorese, palidez e sensação de morte iminente. A duração é caracteristicamente superior a 20 minutos. Pacientes diabéticos, idosos e as mulheres têm maior probabilidade de apresentarem uma dor ou desconforto atípico, ou seja, com características e intensidade diferentes da descrição acima. Fatores de Risco Pessoas que tem estes fatores, apresentam uma probabilidade maior de desenvolver doença arterial coronariana. Os fatores de risco são: Tabagismo, Diabetes, Hipertensão Arterial, colesterol alto, excesso de peso, sedentarismo, uso de Drogas, Apneia do sono, idade e história familiar ou predisposição genética. Diagnóstico e Tratamento O diagnóstico geralmente é estabelecido através da história clínica, eletrocardiograma epela alteração das enzimas cardíacas (Troponina, CK,CK-MB), que são marcadores de lesão do músculo cardíaco e são obtidas a partir de exame de sangue. O tratamento busca diminuir o tamanho do infarto e reduzir as complicações pós-infarto. Envolve cuidados gerais como repouso absoluto, monitorização intensiva, uso de medicações e em alguns casos procedimentos chamados invasivos, como a angioplastia coronária (cateterismo cardíaco) e a cirurgia cardíaca. O tratamento é diferente conforme a pessoa, o tipo de infarto e as artérias doentes. Tanto o diagnóstico como o tratamento devem ocorrer o mais rápido possível, por este motivo orienta-se que frente a estes sintomas deve-se procurar um Pronto Atendimento de um Hospital próximo, não fazer esforço físico e não ir dirigindo.

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Emanuel M. Milanez

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