Emanuel M. Milanez

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Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS)

8 Jul 2016

A hipertensão arterial sistêmica (HAS) ou popularmente “Pressão Alta” é uma condição clínica que tem como causa múltiplos fatores, entre eles genéticos, ambientais e hábitos de vida. É definida por níveis elevados e sustentados de pressão arterial (PA). 

Atualmente tem uma alta prevalência e baixas taxas de controle, sendo considerado um dos principais fatores de risco para as doenças cardiovasculares e um dos mais importantes problemas de saúde pública. A Organização Mundial de Saúde apontou a hipertensão, ou a pressão arterial elevada, como a principal causa de mortalidade cardiovascular. A Liga Mundial de Hipertensão, uma organização que congrega 85 ligas e institutos nacionais de hipertensão, divulgou que mais de 50% dos hipertensos no mundo não estão conscientes que tem esta alteração.

A pressão arterial é consequência da força que o sangue exerce contra as paredes das artérias para conseguir circular pelo corpo. O valor máximo da pressão (sistólica) ocorre quando o coração se contrai e expulsa o sangue de seu interior para as artérias. A pressão mínima ou diastólica ocorre quando a musculatura cardíaca relaxa para permitir que o sangue volte a encher suas cavidades. 

São considerados valores ótimos da pressão arterial medidas abaixo de 120x80mmHg ou 12 por 8. Contudo níveis acima de 140x90 mmHg, isto é, acima de 14 por 9 são considerados anormais (altos). É importante lembrar que pacientes portadores de outras doenças ou comorbidades podem necessitar de valores mais baixos para um controle adequado.

A pressão alta, quando não tratada de forma adequada pode levar à complicações em órgãos alvo, que são órgãos sensíveis a esta alteração e podem se comprometer com a evolução da doença, como o coração, os rins, o cérebro, os olhos.

Algumas pessoas tem hábitos ou características que levam há um risco maior de desenvolver hipertensão arterial sistêmica, que se não forem alterados torna o controle da pressão arterial mais difícil. Os fatores de risco para HAS são os seguintes:
- Idade: o aparecimento da HAS aumenta com a idade, sendo que aproximadamente 60% da população com idade maior que 65 anos tem HAS.
- Excesso de peso e obesidade: o excesso de peso se associa com um maior risco de desenvolver aumento da pressão arterial desde as idades jovens.
- Ingestão de sal: seu consumo excessivo se correlaciona com a elevação da pressão arterial, assim como a restrição do sal tem efeito de auxiliar o seu controle.
- Ingestão de álcool: seu uso por períodos prolongados de tempo pode aumentar a Pressão Arterial e a mortalidade cardiovascular em geral. 

TRATAMENTO
O uso de medicamentos pode ser necessário para o tratamento da HAS e estes devem ser utilizados de modo contínuo, sem interrupção e com acompanhamento médico. Contudo o tratamento não farmacológico deve ser aplicado a todos os pacientes, pois apresenta um grande impacto no controle da pressão artéria. Este tratamento ocorre com mudança no estilo de vida.

- Controle de peso: Perdas de peso e da circunferência abdominal correlacionam-se com reduções da PA e melhora de alterações da glicose e do colesterol. Assim, as metas a serem alcançadas são o índice de massa corporal (IMC) menor que 25 kg/m2 e a circunferência abdominal < 102 cm para os homens e < 88 cm para as mulheres.
O sucesso do tratamento depende fundamentalmente de mudança comportamental e da adesão a um plano alimentar saudável. Mesmo uma modesta perda do peso corporal está associada a reduções na PA em pessoas com sobrepeso.

- Dieta: dietas pobres em sal e gorduras e ricas em vegetais, hortaliças, fibras e minerais, tem alto impacto no controle da pressão arterial. A Organização Mundial de Saúde recomenda que o consumo diário de sódio seja o correspondente à 5 gramas de sal de cozinha (2g de sódio).

- Álcool: Há associação entre a ingestão de álcool e alterações de PA dependentes da quantidade ingerida. Claramente, uma quantidade maior de etanol eleva a PA e está associada a doenças cardiovasculares. Por outro lado, as evidências de correlação entre uma pequena ingestão de álcool e a consequente redução da pressão arterial ainda são frágeis e necessitam de comprovações. Tendo em vista a controvérsia em relação à segurança e ao benefício cardiovascular de baixas doses, assim como a ação nefasta do álcool na sociedade, devemos orientar aqueles que têm o hábito de ingerir bebidas alcoólicas a não ultrapassarem 30 g de etanol ao dia, para homens, de preferência nãohabitualmente; sendo a metade dessa quantidade a tolerada para as mulheres. Para aqueles que não têm o hábito, não se justifica recomendar que o façam.

- Atividade física: os exercícios aeróbios, que devem ser complementados pelos resistidos, promovem reduções da pressão arterial e estão indicados para a prevenção e o tratamento da HAS. Para manter uma boa saúde cardiovascular e qualidade de vida, todo adulto deve realizar, pelo menos cinco vezes por semana, 30 minutos de atividade física moderada de forma contínua ou acumulada, desde que em condições de realizá-la. Recomenda-se a avaliação médica antes do início de um programa de treinamento estruturado e sua interrupção na presença de sintomas. 

- Controle do estresse psicossocial: Fatores psicossociais, econômicos, educacionais e o estresse emocional participam do desencadeamento e manutenção da HAS e podem funcionar como barreiras para a adesão ao tratamento e mudança de hábitos. Técnicas de meditação, musicoterapia, yoga, entre outras técnicas de controle do estresse, foram capazes de reduzir discretamente a PA de hipertensos.

- Cessação do tabagismo: A cessação do tabagismo constitui medida fundamental e prioritária na prevenção primária e secundária das doenças cardiovasculares.

Fonte: VI Diretrizes Brasileiras de Hipertensão.

 

 

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